Gerenciamento ou Perseguição? Entenda a Visão do Motorista sobre Toda a Gestão de Frota

Gerenciamento ou Perseguição? Entenda a Visão do Motorista sobre Toda a Gestão de Frota

Existem diversos pontos importantes quando falamos da gestão de frotas, como os custos, produtividade e forma de condução mais segura.

Mas, um dos fatores mais importantes é a forma como a gestão impacta na vida dos condutores da frota.

Para contribuir com o conteúdo, fizemos um bate papo com Giuliano Ferrari, conhecido como Madurera, motorista há mais de 30 anos, instrutor de trânsito e Coach Driver.

Ainda em comemoração ao Dia do Motorista, entenda neste post a Visão do Motorista sobre Toda a Gestão de Frota.

O que mais motiva os motoristas?

A motivação é essencial para o desenvolvimento de um profissional ou empresa, e está intimamente ligado com a vontade de um profissional continuar naquele emprego.

Mas, para você motivar o motorista, você precisa saber o que de fato motiva o motorista.

“O prazer e amor à profissão é o que me motiva a fazer o meu trabalho com satisfação”, conta Madurera, e continua: “É claro, as ferramentas de trabalho são importantes, mas o motorista precisa se adequar com o que a empresa tem a oferecer”.

Por último,o motorista salienta da importância de equilibrar a vida em casa com a vida no volante, pois uma coisa impacta a outra, o que pode desgastar o seu trabalho.

O que mais desmotiva os motoristas?

Certas ações por parte da gerência acabam por desmotivar o motorista depois de um dia inteiro de trabalho. A falta de empatia e desvalorização do trabalho é uma delas.

“Imagina você voltar de uma jornada de trabalho com uma carga horária de 8, 10 ou 20 horas, entregar o veículo na garagem e dentro da empresa ser abordado de forma desrespeitosa pelo gestor ou pessoa de outro cargo. Isso com certeza é a pior situação que pode acontecer”.

O modo que o gestor trata um motorista influencia no seu consumo médio?

Como sabemos, o combustível é o item de maior custo de uma gestão de frota, e o trabalho do gestor é otimizar esses gastos implantando metas de consumo de combustível.

Porém, durante a conversa com o Madurera percebemos que de nada vale implantar tudo isso se você não considerar o fator humano da gestão.

“Em casos de motoristas fixos, reflete e MUITO. E tudo que o gestor fizer com o motorista, e na visão dele ser percebida como um desagrado, vai impactar e muito, pois o condutor não vai ter apreço nenhum com o consumo de combustível. Não vai ter farol, buraco ou lombada que pare ele.”

Em toda sua experiência como motorista, você já utilizou um veículo em péssimas condições?

“Quando eu comecei a trabalhar em 1988, os caminhões não tinham direção hidráulica, e tinha situações em que afetava a minha segurança. Com o avanço da tecnologia, isso foi mudando, porém fica a responsabilidade da empresa e do gestor de acompanhar essa evolução”, conta Madurera.

Continuando neste mesmo tema, eu pergunto se esse cenário de liberar o veículo em péssimas condições é culpa da empresa ou do gestor de frotas.

“Acredito que o problema vem de ambas as partes e também pela falta de comunicação entre os setores, afinal, o responsável da manutenção não tem bola de cristal para adivinhar qual veículo está com problemas. Agora, se a empresa não dá os meios necessários para que essa manutenção não aconteça, a maior parte da culpa é dela”.

O checklist ajuda a inibir problemas de manutenção?

Como eu já falei por aqui, o Checklist do Veículo é um documento com verificações das condições do veículo, onde o condutor deve preencher diariamente antes de utilizar o veículo.

Adotar essa prática diminui o acontecimento de manutenções corretivas e aumenta a segurança do condutor.

“Com certeza, o checklist dentro de uma empresa é essencial, mas é preciso acontecer de uma forma que as informações cheguem ao gestor e que todos tenham habilidade para trabalhar com isso”, responde Madurera.

Em um vídeo para o Youtube, eu falo da importância desse documento na sua gestão de frota:

Qual a reação do motorista quando descobre que o veículo é monitorado?

Segundo o Madurera, a reação varia de acordo com a percepção que o motorista tem sobre ser monitorado e o timing em que ele descobre sobre isso. 

“Quando o motorista fica ciente disso assim que ingressa na empresa e assinando uma política de frota, a reação é positiva. Agora, se o sujeito descobre isso no meio de uma viagem e ele já tem um pensamento negativo formado sobre o assunto, ele vai fazer coisa errada, e o gestor vai descobrir”.

A visão negativa do motorista sobre o monitoramento é culpa da empresa?

Em conversas e relatos que recebo diariamente, eu percebi que por parte de alguns motoristas, o monitoramento é visto de uma forma totalmente negativa.

Para o Madurera, a responsabilidade disso é da empresa?

“Acredito que não, muitas vezes isso parte da cultura da pessoa e dificuldade em aprender que isso é benéfico para ambos os lados. O treinamento para os motoristas é uma ferramenta que ajuda muito a mudar essa linha de pensamento”.

A advertência para o motorista é eficaz?

“Na maioria das vezes acaba prejudicando o relacionamento, por isso que precisa verificar a que limite o motorista chegou e se a única alternativa é aplicar essa advertência. Por exemplo, eu não vejo necessidade em punir um motorista por levar uma multa, afinal, a multa já é uma penalização do Código Brasileiro de Trânsito, pra que penalizá-lo duas vezes?”

Como lidar com motoristas que se recusam a utilizar um aplicativo da empresa?

Se você nos acompanha, você já sabe como eu bato na tecla de produtividade e no uso da tecnologia para ajudar na rotina do gestor de frota e do motorista, como é o exemplo do Contele Driver.

Porém, para que você faça implantações e tenha certeza que elas vão ser feitas durante o trabalho, é necessário que isso conste na Política de Frota.

Se o motorista assina a Política de Frota, mas mesmo assim não utiliza o aplicativo, o que deve ser feito?

“Ao meu ver, não tem porquê recusar a partir do momento que assinei uma política de frota, e lá está explicado que é obrigatório a utilização do aplicativo no trabalho. Não tem o que fazer, se ele recusa utilizar o aplicativo, está fora da escala, não trabalha.”

Como fazer o motorista andar ao lado do gestor?

Como vimos aqui, muito dos problemas que acontecem na prática é pela falta de consciência coletiva da cultura da empresa e também pela falta de treinamento.

Por isso, quero te propor uma solução.

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